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INDONÉSIA

Catástrofe na Indonésia provoca 1400 mortes

As autoridades alertam que o balanço de vítimas vai aumentar. Há 60 mil pessoas deslocadas e a ONU estima que existam 191 mil a necessitar de ajuda humanitária urgente.

O sismo de magnitude 7,5 graus Richter, seguido do tsunami, na Indonésia, já causou 1400 mortes, segundo a autoridade de proteção civil do país.

A maior parte das vítimas morreram em Palu, uma cidade de 350 mil habitantes na ilha de Celebes que foi a mais atingida pela dupla catástrofe natural.

A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que existam 191 mil pessoas na Indonésia a precisar de ajuda humanitária urgente após o sismo e tsunami. Entre estas estão cerca de 46 mil crianças e 14 mil idosos, grupos especialmente vulneráveis. 66 mil pessoas estão sem habitação.

Gregor Hadi Nitihardjo, Diretor Nacional das Aldeias de Crianças SOS da Indonésia: “As Aldeias de Crianças SOS estão a preparar uma equipa de resposta a emergências para iniciar um programa de Assistência à Criança. Este é um programa de resposta rápida para garantir que todas as crianças afetadas pelo desastre, recebam proteção e cuidado. No próximo dia 4 de outubro, uma equipa de seis a sete pessoas vão estar no local.

Os principais objetivos da nossa equipa no terreno será dar apoio psicossocial às crianças e famílias, criando Espaços de Assistência à Criança, ajudar os menores desacompanhados, procurando juntar as famílias e atender às necessidades básicas das crianças e das famílias. Vamos trabalhar com as nossas redes sociais para criar um sistema abrangente de apoio às crianças, o que pressupõe a criação, o mais breve possível, de áreas de aprendizagem e recreativas.

Vamos criar vários Espaços de Cuidados Infantis e dar às crianças o apoio necessário. Trabalharemos em conjunto com a comunidade local, dando-lhes a oportunidade de aprender como gerir um Espaço de Cuidados Infantis. Numa primeira fase, o Espaço de Cuidado Infantil será administrado pela população local, assistido pelas Aldeias de Crianças SOS.

O programa SOS mais próximo é a Aldeias de Crianças de Flores, que fica a cerca de 900 km da cidade de Palu, no centro de Sulawesi. Da capital Jacarta, são cerca de 2 horas e 45 minutos de voo até Palu. É muito difícil conseguir chegar à área do desastre, porque centenas de pessoas estão a ocupar o aeroporto tentando sair da cidade de Palu. As viagens por estrada também são quase impossíveis.

Em comparação com o tsunami de 2004, esta catástrofe não foi tão grave. No entanto, há uma grande necessidade de ajuda em Sulawesi. Milhares de pessoas estão desesperadas para sair de Palu porque não há alimentos.”

 

 

Michael Stern, Conselheiro de Programas de Resposta a Emergências: “As Aldeias de Crianças SOS International está comprometida com os programas de apoio ás comunidades nos países em que estamos presentes durante e após uma catástrofe. Os nossos programas não precisam necessariamente ser afetados por desastres para nos envolvermos e apoiarmos os esforços nacionais e internacionais para aliviar o sofrimento e ajudar as crianças nas áreas afetadas.

Através dos media, sabemos que esta catástrofe parece ser menor do que o tsunami de 2004 e mais comparável ao terramoto no Nepal ou ao tufão Haiyan (Filipinas 2013). Além disso, a área afetada é de difícil acesso e as Aldeias de Crianças SOS da Indonésia não possuem instalações, programas ou colaboradores próximos que possam responder imediatamente às necessidades mais urgentes. Estamos com muitas dificuldades de transporte para conseguirequipamentos e pessoal no local para prestarem primeiros socorros, busca e salvamento.

Os nossos espaços de cuidados infantis são lugares seguros para as crianças após uma catástrofe. Estes programas permitem uma estratégia altamente adaptável, fornecendo serviços contextualizados conforme as necessidades”.

 

Photo credit: EPA-EFE/MAST IRHAM

 

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