crianças separadas
EUA-México – 29. junho 2018

Separação de famílias na fronteira EUA/ México

“As vozes das crianças são de partir o coração”, refere Norbert Meder, CEO das Aldeias de Crianças SOS Internacional.

Existem crianças que vivem dias sem sol, nesta fase de férias para muitas outras… Referimo-nos às crianças separadas de cuidadores na fronteira dos EUA que precisam urgentemente de estabilidade e previsibilidade.

Declaração do CEO das Aldeias de Crianças SOS Internacional sobre a Separação de Famílias na fronteira EUA/ México

Nobert Meder, Chief Executive Officer (CEO) das Aldeias de Crianças SOS Internacional

21 de junho de 2018

“As Aldeias de Crianças SOS Internacional condenam totalmente as políticas que separam as crianças dos seus pais, desnecessariamente. As vozes das crianças são de partir o coração, muitas delas vindas da fronteira entre o México e os Estados Unidos. É uma prática cruel e uma violação dos direitos das crianças.

A reversão do presidente dos EUA sobre a política de separação das crianças refugiadas dos seus pais será bem-vinda. O episódio tem dado destaque às violações dos direitos humanos e pedimos à comunidade internacional e aos EUA que façam tudo o que conseguirem para garantir que nessas situações, os interesses das crianças estejam sempre em primeiro lugar!

Quando as crianças são separadas, à força, dos seus pais em tempos de guerras ou no atravessar da fronteira, elas estão sujeitas a danos irreparáveis. Estes acontecimentos 

traumáticos destroem a sensação de segurança de uma criança e podem ter efeitos vitais no seu bem-estar.

As crianças precisam de cuidado e estes cuidados não se tratam apenas de comida e abrigo. As Aldeias de Crianças SOS sabem disso, são quase 70 anos de apoio a crianças sem cuidados parentais, muitas vezes, em emergências humanitárias.

Especialistas em desenvolvimento infantil confirmam que a rejeição de cuidados essenciais às crianças, especialmente em idade tenra trazem consequências e danos profundos para elas, pessoalmente, para as suas famílias e para a sociedade com um todo.

Em todo o mundo, 65 milhões de pessoas foram forçadas a deixar as suas casas e as crianças representam metade de todos os refugiados! Este é um enorme desafio para a comunidade global. A política sobre os refugiados acaba por ser tóxica para as crianças e não podemos olhar para o outro lado, em prol da conveniência política de curto prazo.

As Aldeias de Crianças SOS Internacional posiciona-se, com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, pedindo que a comunidade global aborde as causas profundas da migração na América Central, onde famílias estão a fugir da violência e de perseguições que as colocam em risco de vida.

As crianças são inocentes e merecem estar protegidas; elas têm o direito à educação, ao abrigo, à oportunidade de crescer com os seus entes queridos sempre que possível.

Nunca devemos esquecer que compaixão, amor e respeito são essenciais para garantir que essas crianças tenham um futuro melhor.”

 

 

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