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Telma Marques
Coordenadora Nacional do Fortalecimento Familiar
“O amor é uma casa cheia de janelas sobrepostas.”
Filipa Leal
Falar sobre saúde mental no contexto da família é, sobretudo, falar sobre aquilo que sustenta a vida de cada um de nós: a qualidade das relações que construímos com quem nos cuida, com os outros que vivem connosco, aqueles a quem chamamos “casa”. A família, em todas as suas formas possíveis, pode (e deve) ser um espaço de segurança, afeto e pertença, porque uma “casa” não é feita apenas de paredes, mas do espaço invisível onde cada pessoa encontra o seu lugar de amor.
Partimos deste mote para refletir sobre a importância do bem-estar físico e psicológico no seio da família e sobre a sua expressão no dia-a-dia: no cuidado com as crianças, na forma como os adultos lidam com o stress, na capacidade de ler os sinais de quem está ao nosso lado. Quando a saúde mental de quem cuida (de quem é “casa”) está fragilizada, “as paredes estremecem” e as crianças sentem-no: no tom de voz, no ritmo da dinâmica familiar, na (in)disponibilidade para brincar ou na (im)previsibilidade do afeto. Ao mesmo tempo, quando os cuidadores encontram espaços para se fortalecer – seja através das suas redes de apoio, de acompanhamento especializado ou de momentos de descanso e escuta da sua voz interior – toda a família se sente melhor. É aí que as crianças aprendem que a segurança da “casa” é o que permite a curiosidade para “abrir janelas” e explorar o mundo lá fora.
Sabemos, também, que a saúde mental não depende apenas das janelas que abrimos sozinhos, de dentro para fora. Depende de redes de suporte, de acesso a serviços, de políticas públicas que protejam quem mais precisa. Ainda assim, se pudermos começar por algum lado, que seja pelos pequenos gestos que qualquer família pode cultivar: a atenção ao detalhe, a palavra de encorajamento, a partilha das responsabilidades, a capacidade de pedir ajuda quando já não é possível fazê-lo sozinho ou o tempo dedicado ao outro.
É na repetição e consistência que se erguem as estruturas da “casa” que sustenta o bem-estar individual e familiar.
Trabalhar com famílias em situação de vulnerabilidade é lembrar, todos os dias, que a saúde mental se constrói em(na) comunidade. Que não basta tratar sintomas, é preciso fortalecer vínculos e despertar para a necessidade da relação. Que o cuidado mútuo – entre pais e filhos, entre irmãos, entre vizinhos, entre amigos – pode ser a semente para um futuro onde ninguém cresce sem raízes nem horizontes de esperança.
Investir na saúde mental das famílias é investir no futuro das crianças. É dar-lhes a oportunidade de crescer com a confiança de que, apesar das dificuldades, há sempre um lugar de onde podem partir e ao qual podem regressar: uma “casa” onde se sentem vistas, ouvidas e cuidadas. No fundo, cuidar da saúde mental em família é também abrir “janelas sobrepostas”: janelas para dentro, onde reconhecemos as nossas fragilidades, e janelas para fora, por onde deixamos entrar apoio, esperança e novas visões de futuro.
E se “o amor é uma casa cheia de janelas sobrepostas”, talvez um dia, todas as crianças possam abrir novas janelas ao mundo e confiar.
Porque cuidar da saúde mental no seio da família não é apenas um desafio do presente – é um compromisso com o futuro.
As Aldeias de Crianças SOS são a maior organização do mundo a apoiar crianças e jovens em perigo ou em risco de perder o cuidado parental.
Acredite num mundo onde todas as crianças crescem em amor e segurança.
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