Dia Internacional da Família

4 histórias de Famílias diferentes que acompanhamos na Palestina, Áustria, Nepal e Ucrânia.

“Ela era mais que uma mãe, ela era um anjo. Ela sabia tudo o que eu precisava. Posso dizer que crescer dentro de uma Família SOS foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Proporcionaram-me uma boa qualidade de vida, educação e uma mãe atenciosa. As Aldeias de Crianças SOS reconstituíram tudo o que eu perdi na vida”, Rakan, 26 anos.

Acreditamos que nenhuma criança deve crescer sozinha. Todas devem viver acompanhadas de uma família, numa relação estável onde possam sentir-se seguras e protegidas. É por este motivo que construímos e fortalecemos famílias em 135 países e territórios por todo o mundo.

Existem famílias de todas as formas e tamanhos. Há cerca de 70 anos que as Aldeias de Crianças SOS prestam serviços de apoio numa ampla variedade de ambientes de cuidados alternativos para crianças que perderam o cuidado dos seus pais.

Além disso, para evitar a separação das crianças dos seus progenitores ou de outros familiares, trabalhamos para fortalecer as famílias para que elas possam oferecer uma boa qualidade de vida aos seus filhos. 

Neste dia, tão especial, o Dia Internacional das Famílias, celebramos a variedade de famílias com as quais trabalhamos em todo o mundo.

PALESTINA: Famílias SOS como âncora na vida

O Rakan tem 26 anos. Cresceu na Aldeia de Crianças SOS de Belém, na Palestina. A sua infância nem sempre foi fácil e ele lutou para se adaptar ao novo ambiente familiar que lhe foi proporcionado com a Família SOS. Houve também algumas dificuldades, no que diz respeito a adaptação a nível escolar mas tudo começou a mudar quando começou a ter os cuidados de Fatimah, a sua Mãe SOS.

Rakan fala sobre crescimento dentro de uma Família SOS:

“Ela era mais que uma mãe, ela era um anjo. Ela sabia de tudo o que eu precisava. No final, eu posso dizer que crescer dentro de uma Família SOS foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Proporcionaram-me uma boa qualidade de vida, educação e uma mãe atenciosa. As Aldeias de Crianças SOS reconstituíram tudo o que eu perdi na vida”.

Àustria: Uma casa de jovens refugiados

Em Ebreichsdorf, na Áustria, um grupo de crianças com idades entre os 9 e os 18 anos da Síria e do Afeganistão estão a viver juntos. Eles são o menor grupo de refugiados que chegaram sozinhos ao país, sem os seus progenitores ou um familiar adulto que se responsabilizasse por eles. Uma equipa multicultural de seis colaboradores das Aldeias de Crianças SOS comprometeu-se a apoiá-los na sua vida quotidiana.

Estabelecer um ambiente familiar 

Andrea Schritter gere a casa de refugiados que chegaram sozinhos, em Ebreichsdorg. Juntamente com a sua equipa, apoia as crianças e jovens em tudo o que precisam:

“Estas crianças estão aqui porque fugiram dos seus próprios países. Eles vieram para cá à procura de um sítio seguro, onde possam viver em paz e segurança, desfrutar de uma educação e crescer de uma forma que não seria possível nos seus países de origem.

O nosso objetivo é fazer com que estas crianças possam crescer num ambiente familiar, onde se sintam à vontade, em casa e possam viver em paz. Esta casa também é, muitas vezes, um lugar onde eles podem ficar tristes, zangados ou com saudades de casa e dos seus pais.” 

NEPAL: Membros de uma família extensa, como cuidadores primários

Procurando uma forma de ajudar as centenas de crianças que perderam os seus pais após o terramoto no Nepal em abril de 2015, as Aldeias de Crianças SOS do Nepal iniciaram um programa de cuidados familiares alternativos – uma forma de cuidado alternativo onde uma criança vive com um membro da sua família que não os pais.

O programa começou em setembro de 2015 e apoia famílias alargadas, ajudando com as despesas de alimentação, educação, cuidados de saúde e vestuário. 

“O apoio das Aldeias de Crianças SOS do Nepal foi um marco para nós” – diz uma avó que cuida das suas duas netas, porque os seus pais morreram neste acidente trágico. “O meu marido e eu somos muito velhos e muitas vezes adoecemos. Não podemos trabalhar, mas com este apoio conseguimos apoiar a educação das crianças.” 

Desde o terramoto, cerca de 350 crianças perderam os cuidados dos seus pais foram ajudadas pelos cuidados de Fortalecimento Familiar SOS. O apoio financeiro geralmente dura vários anos, até que a família possa cuidar da criança por conta própria. 
 

UCRÂNIA: Uma família adotiva para crianças necessitadas

Nataliya e Andriy Basarab vivem nas Aldeias de Crianças SOS de Brovary, na Ucrânia. Consigo, vivem cinco filhos adotados. Nesta Aldeia SOS, as crianças em acolhimento podem viver com uma família (uma pessoa solteira ou casal), com autorização do estado. Os pais adotivos das Aldeias de Crianças SOS de Brovary trabalham em conjunto, com uma equipa de especialistas, para que possam ser os melhores pais para as crianças que se encontram sob os seus cuidados. A Nataliya e o Andriy dizem que é o trabalho em equipa que os ajuda a superar os desafios. 

“Os especialistas garantem que cada pai e/ou mãe adotivo pode receber a formação e o aconselhamento de que precisam, a qualquer momento. Para mim, como mãe adotiva, estes relacionamentos fortes e confiáveis que se estabelecem são muito importantes”, diz Nataliya.

“Quando se é um pai adotivo, temos de enfrentar desafios todos os dias mas nunca devemos fechar os olhos. Devemos procurar a ajuda de especialistas, como psicólogos ou pedagogos. Apenas com ajuda e através de uma aprendizagem constante é possível tornarmo-nos uma melhor pessoa e um melhor pai”, partilha Andriy.

/* pageName= Dia Internacional da Família pagePrefix= breadCrumb=Notícias / ATUALIDADES / Noticias por Cá / Dia Internacional da Família mainDomain=aldeias-sos.org langIdentifier=PT,pt */