Questões Mais Frequentes
| Aqui pode encontrar algumas questões e respostas relativas a vários aspectos do nosso trabalho e actividade. A partir do contributo que recebemos dos nossos visitantes, esta lista de questões aumentará constantemente. |
Que crianças são elegíveis para admissão numa Aldeia de Crianças SOS?
Quem decide se uma criança é admitida ou não?
Quantas crianças tem uma família das Aldeias de Crianças SOS?
Com base em que conceito são as crianças educadas?
Com base em que religião são as crianças educadas?
Quais são os critérios para a selecção das Mães SOS?
Que tipo de formação têm as Mães SOS?
Qual a razão de não existirem Pais ou Casais SOS?
Podem as crianças SOS serem adoptadas?
Que apoio têm as Mães SOS?
As crianças participam na vida da comunidade?
Que crianças são elegíveis para admissão numa Aldeia de Crianças SOS?
Crianças até dez anos podem ser admitidas nas Aldeias de Crianças SOS. No caso de irmãos biológicos, se algum tiver uma idade um pouco superior, não será excluído. As Aldeias de Crianças SOS admitem crianças que tenham perdido o pai, a mãe ou ambos, ou em situações em que os pais não tenham condições de cuidar delas, por variadas razões, colocando-as em risco. Actualmente a maior parte das crianças das Aldeias SOS provêm deste tipo de situações.
Quem decide se uma criança é admitida ou não?
A Associação das Aldeias de Crianças SOS Portugal define os critérios de admissão observando as directrizes da organização SOS-Kinderdorf International e tendo em conta a legislação em vigor em Portugal em relação à institucionalização de crianças e jovens, de acordo com o Ministério que tutela a Segurança Social e os Tribunais de Menores, assim como tendo em conta a situação económica e social do país.
Após o pedido de admissão efectuado pelos Centros Distritais da Segurança Social, Tribunais, Comissões de Protecção de Crianças e Jovens ou outras entidades de apoio à família e à criança, a decisão final de admissão de uma criança, ou de um grupo de irmãos, é da competência de um departamento específico da Associação das Aldeias de crianças SOS, baseando-se nos relatórios enviados pelas entidades externas, bem como em detalhado estudo desenvolvido pela equipa técnica da Aldeia SOS onde as crianças serão integradas.
A prioridade para admissão é a seguinte:
- órfãos
- crianças com apenas um progenitor:
a) crianças sem mãe
b) crianças sem pai - crianças cujos progenitores não tenham condições psico-sociais e/ou financeiras para cuidar delas, colocando-as em risco.
Quantas crianças tem uma família das Aldeias de Crianças SOS?
Tendencialmente, desde a fundação da Associação das Aldeias de Crianças SOS Portugal, as famílias SOS consistem de sete a nove crianças. Actualmente, o nosso objectivo é constituir famílias com cerca de seis / sete crianças.
Contrariamente ao que acontece noutras instituições, as Aldeias de Crianças SOS não separam os irmãos e irmãs biológicos. Esta é a razão pela qual, por vezes, algumas famílias têm mais crianças.
Com base em que conceito são as crianças educadas?
Existe um conceito geral de educação aplicado em todas as Aldeias de Crianças SOS: o modelo de cuidados familiares SOS, com um nível mínimo de objectivos educacionais. Estes objectivos dependem da idade da crianças quando é admitida na aldeia.
Os “quatro princípios” – a Mãe SOS, irmãos e irmãs, o lar familiar e a Aldeia de Crianças SOS – são a base e o modelo do conceito do nosso trabalho e da nossa actividade nas Aldeias de Crianças SOS. O principal, é a mãe, ou os cuidados centrados na mãe.
Para além disto, a educação e desenvolvimento das crianças depende do seu meio socio-cultural e das pessoas envolvidas na sua educação.
Com base em que religião são as crianças educadas?
Cada criança é educada no respeito absoluto pelas suas convicções religiosas. Não existindo uma prática religiosa pessoal ou familiar declarada, a criança é educada pelos princípios da religião predominante em Portugal.
Quais são os critérios para a selecção das Mães SOS?
Pode ser Mãe SOS se tem:
- Idade: entre 27 e 45 anos
- Gosto por educar crianças
- Disponibilidade total, sem compromissos
- Carácter equilibrado e estável; boa saúde física
- Pelo menos, a escolaridade mínima obrigatória
- Atitude para este tipo de trabalho e actividade – independente, prática, paciente, optimista, com vontade de aprender, auto-confiante, alegre, boa doméstica, capaz de lidar com a tensão, capacidade de relacionamento com os outros, capacidades de desenvolvimento.
- Vontade e capacidade de lidar com crianças com este perfil, dando-lhes o necessário apoio e afecto, tomando sobre eles responsabilidades por um longo período, com total disponibilidade.
Que tipo de formação têm as Mães SOS?
Cada Associação das Aldeias de Crianças SOS tem o dever de providenciar formação teórica e prática às futuras / potenciais Mães SOS de forma a prepará-las para o seu trabalho e actividade. Para além disso, pode existir, no mínimo, um curso de formação e reflexão específico por ano, para as Mães SOS e restante equipa técnica.
Qual a razão de não existirem Pais ou Casais SOS?
Desde o início das Aldeias de Crianças SOS, nunca houve más experiências pelo facto de mulheres sozinhas liderarem um Lar/Família como Mães SOS. Estas mulheres têm a vontade e o querer, de que estas crianças e jovens partilhem da sua própria vida, constituindo-se como pessoa de referência, com a qual se podem relacionar mais de perto ao longo de um período de tempo considerável.
Obviamente que o ideal será aproximar ainda mais a vivência familiar SOS do natural, pelo que o recrutamento de casais, poderá constituir-se como um passo importante neste objectivo. Mas tratando-se de um trabalho em que o supremo interesse da criança tem de estar garantido, não é seguro que um casal possa fazer mais e melhor que a Mãe SOS, sobretudo pela dificuldade de garantir que seja um casal sem filhos, porque se os tiver, além de estarem a utilizar meios que são destinados a crianças desprotegidas, muito menos se conseguiria garantir a imparcialidade e equidade na repartição do afecto e dos bens, entre os filhos naturais e a família SOS.
Também questões de carácter contratual e gestão de recursos económicos e pedagógicos estariam implícitos. Outras questões que deixam muitas dúvidas à adopção desta metodologia, prendem-se com a possibilidade de uma eventual separação do casal, para além de que é mais fácil encontrar mulheres disponíveis do que casais.
A questão do papel masculino / figura paterna na educação das crianças e no apoio directo aos lares SOS e particularmente à Mãe, é desempenhado pelo Director, que vive na Aldeia SOS com a sua própria família, mantendo assim um exemplo/modelo, disponibilidade e acompanhamento a todo o tempo.
Contudo, desde há alguns anos, um número limitado de casais tomaram a responsabilidade de uma família em diversas Aldeias de Crianças SOS em países europeus, originando boas e más experiências, não havendo ainda standards para a implementação e generalização desta situação. Estas experiências, contudo, não se realizaram em Portugal.
Podem as crianças SOS serem adoptadas?
O perfil de ingresso das crianças nas Aldeias SOS releva o acolhimento de grupos de irmãos biológicos, sendo habitualmente um acolhimento de longa duração. Assim, não é habitual a saída para adopção – com eventual separação dos irmãos biológicos. Contudo, as medidas de protecção das crianças são da competência judicial, pelo que a decisão não cabe à instituição.
Que apoio têm as Mães SOS?
As Mães SOS têm o apoio de uma equipa técnica educativa liderada pelo Director de Aldeia e que inclui assistente social, psicólogo, pedagogo, “tias” (auxiliares disponíveis como as mães, que as substituem temporariamente em caso de necessidade, e que apoiam as tarefas gerais da casa), pessoas para serviços gerais e outras valências que se revelem necessárias (motorista/jardineiro, administrativos, etc.).
As crianças participam na vida da comunidade?
As crianças das Aldeias SOS participam na vida da comunidade. A aldeia responde às necessidades de desenvolvimento social das crianças e dos jovens, utilizando as estruturas sociais e culturais envolventes da comunidade, designadamente a escola, a igreja, centros de saúde e hospitais, valências desportivas e culturais.


![Boletim 2º Trimestre 2010 [PDF / 13.550KB],](/media/6/Image/publicacoes/boletim2T2010.gif)


