Fomos conhecer os nossos doadores!

"...o que não se dá, perde-se..."

29.06.2017 - Em Portugal, são mais de 4000 as pessoas que nos apoiam financeiramente e tornam possível a nossa missão. Todos os dias, nos sentimos agradecidos com a tamanha generosidade e os inúmeros gestos de solidariedade que fazem desta organização, a maior família do mundo.
ong crianças doar

1 - Entrevista a Domingos Pinto Coelho.

2 - Entrevista a Pedro Fonseca da Remax Latina.


Mas quem são as pessoas e as empresas que tornam possível o nosso trabalho? Quisemos conhecer algumas. Saber porque decidiram apoiar as nossas crianças e como se sentem nesta família. 

 
1 - Domingos Pinto Coelho, 42 anos, advogado.
Sem hesitar, o nosso doador Domingos Pinto Coelho aceitou o desafio de ser o primeiro doador a partilhar na revista a sua opinião e motivações. Aqui fica o testemunho de um advogado especial, que não perde a “oportunidade de fazer o bem”. Muito obrigado pelo gesto e pela partilha.
 
Como conheceu as Aldeias de Crianças SOS?
Através dos meus pais e do meu tio Carlos Pinto Coelho, irmão do meu avô paterno.

Quais as áreas de trabalho ou características que mais aprecia no trabalho das Aldeias de Crianças SOS?
O que acho fundamentalmente bom é o apoio dado a todas as crianças e jovens como se fossem filhos e, portanto, com amor. A educação e tudo o que está relacionado com ela e que é fulcral para o desenvolvimento das crianças e jovens, a todos os níveis. É com esses apoios que as crianças e jovens recebem fertilizantes para serem adultos em pleno: para se realizarem, pondo em prática os valores e ideais com que cresceram e, que vão aperfeiçoando e cultivando.

O que o motivou a doar e apoiar financeiramente a organização, em Portugal?
Foi saber que é preciso ajudar. É urgente ajudar. A comunicação social também alertou para essa situação em relação às Aldeias de Crianças SOS.

Como se sente, enquanto doador das Aldeias de Crianças SOS? Está satisfeito com a forma como comunicamos consigo?
Estou muito satisfeito.

O que diria a outras pessoas que possam ajudar, da mesma forma, os programas de proteção de crianças em risco, desenvolvidos pela organização?
Que não deixem de ajudar, porque “o que não se dá, perde-se” e portanto o que se dá neste âmbito serve uma causa real, necessária, útil à nossa sociedade e ao Mundo. Uma imagem que me ocorre é a que me foi uma vez dada por um amigo e que era mais ou menos isto: “nós às vezes perdemos oportunidades de fazer o bem, e perder essas oportunidades é terrível”. Ora, se estiver ao nosso alcance, nem que seja pouco, já ajuda!”


2 - Um Amigo e uma Empresa SOS
Grupo Remax Latina

Estamos muito contentes por contar com mais uma Empresa SOS para construir connosco o futuro das nossas crianças e jovens.

A Remax Latina conta com 7 lojas, cerca de 300 colaboradores e tem por missão “ajudar famílias”. A associação com as Aldeias de Crianças SOS vem reforçar esta missão e não podia fazer mais sentido! Tudo começou com um Amigo SOS muito particular. O Pedro Fonseca é o CEO do Grupo Latina. Ao conhecer as Aldeias de Crianças SOS, o Pedro quis ajudar-nos a encontrar novos doadores regulares, percebendo a importância do seu compromisso na construção de um dia-a-dia digno e de um futuro feliz para as nossas crianças. Começámos por angariar novos Amigos SOS na reunião anual da Remax Latina em setembro
de 2016 e, por cada contributo dos agentes, o Grupo Latina igualou este valor. Para além disso, já este ano o Grupo Latina irá contribuir com 1€ por cada transação efetuada. Ou seja, ao comprar ou vender uma casa, a Remax Latina não está só a ajudar a família compradora ou vendedora, está ajudar também as famílias e crianças SOS!

Falámos com o Pedro Fonseca sobre o porquê desta amizade.

Como conheceu as Aldeias de Crianças SOS?
Conheci na rua, no ano passado. Uma colega vossa abordou-me num dia em que estava cheio de pressa e, enquanto comi uma sopa, em 15 minutos, ela falou comigo. Gostei muito do que me disse sobre o projeto e, numa frase, ela captou a minha atenção. Para quem é pai de cinco filhos, tocou-me muito este projeto. “Onde é que eu assino?”, perguntei. Assim começou a minha amizade com as Aldeias. Foi uma espécie de amor à primeira vista!

Depois referi que, enquanto empresa, também gostaria de apoiar. E atualmente podemos dizer que já temos uma caminhada juntos, e queremos continuar…

Costumo pensar no meu trabalho em função de quatro pilares. Quer as empresas quer as pessoas que delas fazem parte têm de ter competências e recursos; mas estes de nada nos valem se não agirmos, se não fizermos algo com eles; depois é preciso agir, fazer algo com essas ferramentas; temos ainda que nos relacionar com o outro, com colegas, amigos, parceiros, fornecedores e, por fim, eu tenho que fazer parte de algo muito maior, que transcende tudo isto. Com esta parceria eu recebo muito mais do que dou! Eu acredito nisto e que se passar isto à empresa e aos clientes fará com que todos recebam mais do que darão. Quando fui à Aldeia SOS de Bicesse, regressei deprimido. Caiu-me o mundo em cima! Senti até alguma culpa. Se pudermos dar alguma coisa, um conforto a estas crianças, temos que o fazer. Os nossos problemas
do dia-a-dia relativizam-se quando conhecemos estas realidades e estas crianças...

Como se cruzam as missões das Aldeias de Crianças SOS e da Remax Latina?
Nós temos vários pontos em comum. Primeiro o contacto e empatia que temos sentido. Depois, a nossa missão da empresa é ajudar as famílias em fase de mudança: ou porque casam, ou porque nasce um filho, ou porque se separam, ou perderam um familiar … isto “casa” muito bem com “amor e um lar para cada criança”. As pessoas que trabalham connosco, os clientes também são Mães e Pais e este tema diz-lhes também muito.

O que deseja para esta parceria e para esta amizade?
Queria muito que cada agente fosse Amigo SOS! Todos juntos daremos uma ajuda maior. Atualmente temos 300 agentes mas estimamos que daqui a três anos seremos muitos mais. E queremos a perspetiva da continuidade. Ajudar todos os dias enquanto empresa, são este tipo de amigos que a associação precisa. Nós queremos semear estes gestos e fazer com que outros façam também!

O que diria a quem ainda não apoia a nossa missão e pode ter este gesto?
Faria um convite. Convidava as pessoas a experimentarem ir à procura da melhor versão deles próprios. E diria que cada pessoa participasse com aquilo que pudesse. Aqui sinto que por cada euro que dou, recebo 100 vezes aquilo que dou. Não é quantificável o que eu recebo, é tremendamente superior ao que dou!!