Dia Internacional das Famílias

15.05.2017 - Neste dia especialmente dedicado à família, contamos a história de duas crianças e da importância da sua família (biológica ou SOS) na sua vida. ​
Há mais de 65 anos que dedicamos o nosso trabalho a recriar famílias. Com o foco na proteção de crianças em risco, as Aldeias de Crianças SOS intervêm no acolhimento de crianças, em mais de 500 Aldeias SOS espalhadas pelo mundo. Aqui, os irmãos permanecem juntos e o novo colo das Mães SOS tem um impacto único e reparador. Mais tarde, dedicámo-nos também a prevenir, atuando junto de famílias biológicas vulneráveis.

Através do Programa de Fortalecimento Familiar procuramos, um pouco por todo o mundo, capacitar e evitar a separação, em milhares de famílias. Em Portugal, são estes os programas que desenvolvemos e que abrangem já, mais de 250 crianças. Noutros pontos do globo, é ainda primordial o trabalho nas áreas da saúde, educação e emergência.


Nico*, Tacloban, Filipinas
"Senti-me como se estivesse debaixo da chuva.” revela Nico, de 12 anos, descrevendo a sua experiência depois do tufão Haiyan atingir as Filipinas em novembro de 2013, mudando a sua vida para sempre. A sua mãe e os seus dois irmãos perderam a vida nesta catástrofe. Infelizmente, o seu pai não podia cuidar dele e ficou com a avó, até esta adoecer.

família filipinas

Nesta altura, Nico foi morar na Aldeia de Crianças SOS de Tacloban (Filipinas) em 2015. Durante as férias escolares, sempre que podia visitava a sua avó, que infelizmente morreu um ano depois de ser acolhido.
Viver na sua nova casa com a nova família e a sua mãe SOS e irmãos, ajudou Nico nestes tempos difíceis embora estivesse de coração partido.

Na escola, Nico adaptou-se muito rapidamente ao novo ambiente. O sonho de Nico é um dia tornar-se um médico para que possa ajudar a curar doenças que destroem as famílias…

A sua Mãe SOS, Nanay Beth, sempre foi uma figura marcante para ele, tendo encorajado Nico a estudar, para que possa alcançar os seus sonhos. "Tenho pedido que ele termine os seus estudos para poder ter um futuro brilhante. E eu prometo estar lá para ele e dar-lhe o apoio que ele precisa.", diz Nanay.

Nico está determinado a aproveitar todas as oportunidades que a vida lhe apresenta, refletindo: "Todas as pessoas experimentam chuva ao longo da vida. E sem a chuva, não haverá arco-íris.", diz Nico sabiamente. 


Milan, Sarajevo, Bósnia
Milan tem 21 anos e foi morar para a Aldeia de Crianças SOS de Sarajevo, Bósnia, quando tinha três anos apenas. "Eu cresci numa comunidade justa, solidária e preocupada”. Através de sua devoção e amor incondicional, Amira, a Mãe SOS, ajudou Milan a superar o medo e a tristeza que sentia, na fase de adaptação à Aldeia SOS. 

dia da familia

"Lembro-me que, quando eu estava no jardim-de-infância e na escola primária, o meu momento preferido era o abraço que a minha mãe me dava, ao final do dia. Eu fui uma criança feliz."
 
Na sua juventude, fez voluntariado em ONG e estudou Economia na Universidade de Sarajevo, desenvolvendo dois planos de negócios que pretende realizar no futuro. Fundou ainda uma organização de apoio à juventude, que visa melhorar as competências dos jovens que cresceram em cuidados alternativos, como foi o seu caso.

Milan continua muito ligado à sua família SOS: "Estou muito perto de toda a minha família SOS. Se eu não a tivesse, eu não teria conseguido crescer e desenvolver-me desta forma…"