Nepal, um ano depois do terramoto

18.03.2016 - No dia 22 de Abril de 2015, ocorreu um terrível terramoto que causou a morte a 9.000 pessoas no Nepal, mais de 24.000 feridos e um país em ruínas. Escolas, edifícios públicos e milhares de casas desabaram, comprometendo o futuro de milhões de nepaleses. Um ano mais tarde, o país tenta avançar com grande esforço e coragem.
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As Aldeias de Crianças SOS estão presentes no país desde 1972, têm programas em dez localizações diferentes, que foram indispensáveis para fornecer uma resposta de emergência a crianças, jovens e famílias, logo após o terramoto.
 
Desde Abril do ano passado, as Aldeias de Crianças SOS têm multiplicado os esforços para enfrentar a difícil situação - 17.000 pessoas receberam ajuda no Nepal. O trabalho de campo esteve focado na reunificação das crianças com os pais ou familiares, dar proteção especial para aqueles que perderam o cuidado parental e procurar suprimir as necessidades básicas das famílias.
 

Ajudar as novas gerações
 
Este ano, as Aldeias SOS estão preocupadas com a reconstrução das casas de família e escolas danificadas. Após o terramoto, muitos estudantes perderam a oportunidade de ir à escola, por falta de estruturas.

As turmas de alunos foram organizadas nos novos espaços para crianças e adolescentes, para continuar com o ano letivo e conseguir preparar os exames finais de avaliação. A educação é vital para o sucesso.
 
As Aldeias de Crianças SOS forneceram material escolar (mochilas, fardas e produtos de higiene) a mais de 10.000 estudantes.

 
"Voltar ao Nepal um ano após o terramoto"
O testemunho de Elitsa Dincheva, Aldeias de Crianças SOS Alemanha

 
Elitsa estava de férias nos Himalaias, quando ocorreu o terramoto no Nepal. últimamente, tem viajado pelo país, para visitar os programas SOS e atender famílias em Sanothimi, Jorpati, Kavre e Sindhupalchok: "honestamente, é difícil falar de progresso, eles tentam voltar ao normal, mas existem ruínas por toda a parte, muitas das vítimas do terramoto ainda vivem em lares temporários." 

Durante a sua estada no Nepal foi ver as famílias e crianças apoiadas pelas Aldeias SOS: "Esperança, esta é a principal diferença entre as pessoas que estão nos nossos programas e aqueles não têm qualquer apoio. Não têm casas novas, mas a sua situação mudou graças à nossa organização."
 
Esta catástrofe foi um apelo à humanidade. O mundo voltou-se para ajudar um país que tinha perdido tudo, mas um ano depois, a ajuda foi reduzida. As Aldeias de Crianças SOS já tinham programas no país, o que permitiu que a ajuda fosse continuada: "Ajudamos com as despesas escolares, na reconstrução de casas, com roupas, cobertores, artigos de higiene, alimentação. Para que os agricultores e pastores possam continuar com o seu trabalho e para evitar que fiquem ainda mais atolados na pobreza, oferecemos búfalos, galinhas e cabras." Disse Elitsa.


A melhor experiência: o encontro com Sujal
 
Poucos dias depois do terramoto, foi no campo de assistência em Kavre, que encontrei Sujal, com dois anos e meio. A sua mãe morreu quando a casa desabou. O pai trabalhava nos Emirados Árabes Unidos e não podia cuidar dele.Há um ano atrás, o futuro era incerto: "Deixei o Nepal em direção a Munique com grande pesar. Este ano, quando regressei, pude visitá-lo em Jorpati. Ele vive com a tia. Encontrei-o feliz, cheio de energia. Foi um grande alívio."