"Dineo" atinge Moçambique

20.02.2017 - No passado dia 15 de fevereiro, o ciclone tropical “Dineo” varreu a costa de Moçambique durante a madrugada, com ventos de 170 km/h, atingindo a província de Inhambane no sudoeste de Moçambique. A Aldeia de Crianças SOS em Inhambane sofreu grandes danos causados pela tempestade e foi evacuada.
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As Aldeias SOS de Moçambique estão a aguardar pela aprovação do governo e do tribunal para receber 60 crianças na Aldeia SOS em Maputo, onde foram feitos os preparativos para receber as famílias de Inhambane. Além da deslocalização para Maputo, vários esforços estão a ser feitos para acolher outras 60 crianças que viviam na Vila de Inhambane.

Cerca de 124 crianças viviam na Aldeia SOS de Inhambane e outras 24 crianças residiam na comunidade vizinha. Na expectativa da evacuação, 126 crianças, 15 mães e tias permaneceram no complexo da Aldeia SOS, abrigadas nas instalações do escritório que não foram devastadas pela tempestade.


As famílias SOS têm água e a eletricidade foi restaurada. Foram também já fornecidos alimentos e medicamentos. "O diretor da aldeia assegurou-me que têm alimentos e as mães podem preparar refeições quentes. No entanto, o reabastecimento de alimentos vai ser um problema por causa da escassez na comunidade e as infraestruturas de transporte estão seriamente danificadas". Comentou Simão Chatepa, diretor das Aldeias de Crianças SOS em Moçambique.

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Nenhuma criança ou colaborador da Aldeia SOS ficou ferido devido à tempestade. No entanto, desde quarta-feira que não existe nenhum contato com cinco colaboradores SOS que não estavam na aldeia SOS quando a tempestade teve inicío. "Apenas desejamos que eles estejam seguros. Esta é outra das nossas grandes preocupações", disse Chatepa.

A equipa de resposta a emergências das Aldeias de Crianças SOS está a preparar-se para enviar recursos humanos, incluindo pessoal médico, para apoiar na assistência às famílias afetadas. De acordo com a ONU, mais de 500.000 pessoas foram afetadas, casas, escolas e instalações de saúde danificadas.


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Na passada sexta-feira, as Aldeias de Crianças SOS de Moçambique evacuaram 60 das crianças menores de Inhambane para Maputo. As crianças e as suas mães e tias SOS foram integradas e estão alojadas nas instalações dos jovens, centro de formação e casa de hóspedes no campus da Aldeia SOS de Maputo.

Ainda existem 72 crianças em Inhambane. Dez crianças vivem na comunidade com a sua mãe SOS. Estão a ser preparadas oito casas para receber as 62 crianças restantes.

A equipa de emergência mobilizou um coordenador que tem trabalhado com a equipa SOS em Moçambique. A equipa realizou avaliações nas comunidades vizinhas, bem como nas áreas onde o programa de fortalecimento da família é baseado em Massinga e Morrumbene. A equipa também foi incluída na resposta de emergência do governo nacional.
 
"A situação das famílias é crítica", disse Simão Chatepa, diretor do programa nacional das Aldeias SOS em Moçambique. "É possível ver os danos, apenas a partir de uma observação visual em nossas interações com as comunidades onde o nosso programa de fortalecimento da família está baseado. Este foi o epicentro do ciclone e 80% da área está severamente danificada."
 
Há 200 famílias com 560 crianças a participar no programa de fortalecimento da família em Inhambane.
 
Um médico das Aldeias SOS da Zambia e uma enfermeira da Aldeias SOS do Kenya vão juntar-se à equipa em Inhambane, para ajudar nas avaliações de saúde, no fornecimento de água e saneamento nas áreas afetadas.
 
"Serão realizadas avaliações de saúde sobre trauma e bem-estar emocional", disse Chatepa.