| (8-2-2010) - Após uma avaliação da situação no terreno e dos recursos disponíveis, as equipas SOS desenvolveram um plano a curto prazo com o objectivo principal de fornecer o mais rápido possível, desde mantimentos mais urgentes, aos cuidados a longo prazo para crianças que perderam as famílias. |
Já passou mais de uma semana desde o terramoto que, com uma força devastadora atingiu o Haiti, e milhares de pessoas na miséria continuam a vaguear pelas ruas à procura de comida, água, medicamentos e, em muitos casos, os seus entes queridos.
Esta situação caótica exige uma resposta estruturada, e as experientes equipas de coordenadores das Aldeias de Crianças SOS Internacional montaram um plano que quer responder às diferentes necessidades da população e tem a capacidade de atingir 25.700 crianças e suas famílias, no total, cerca de 40.000 pessoas.

As Aldeias de Crianças SOS têm uma responsabilidade especial para com as vítimas mais vulneráveis da tragédia: as crianças que perderam os seus familiares no terramoto e ou não foram capazes de encontrá-los. A sua rápida identificação, registo e admissão temporária ou de cuidados de longa duração possivelmente em instalações SOS é uma prioridade absoluta e exige a troca de dados e a desburocratização das organizações humanitárias no terreno. Como uma das poucas organizações com instalações operacionais ainda dentro da zona de destruição, as Aldeias de Crianças SOS no Haiti, tem a capacidade de recolher até 500 crianças desacompanhadas, até que consigam encontrar as suas famílias ou uma solução alternativa a longo prazo.
Antes do terramoto, nas comunidades dos arredores de Santo, as Aldeias de Crianças SOS estavam a implementar e a executar vários programas sociais de apoio às famílias, através de 16 centros comunitários SOS. Seis destes centros foram reabertos, com enorme esforço, como devem calcular, e estão previstas mais reaberturas nos próximos dias. Fazendo destes centros, postos avançados, as Aldeias de Crianças SOS conseguem fornecer a 1.000 crianças e suas famílias, o que elas mais precisam, ou seja, alimentos, água, medicamentos e até mesmo materiais para a reconstrução das casas. Assim que mais centros forem abertos, cerca de 7.000 crianças e adultos terão acesso a necessidades básicas.
Alem de procurar assegurar a subsistência às crianças e famílias que já estavam a ser apoiadas pela SOS Internacional antes do terramoto, houve e está a haver uma actuação activa e interessada no sentido de ajudar a população do Haiti. Este apoio está a alastrar-se para áreas onde as Aldeias de Crianças SOS nunca estiveram antes. Provisões de alimentos e de outros bens básicos, neste tempo de crise, está a chegar directamente a 32.000 crianças e adultos.
Naturalmente, as Aldeias de Crianças SOS querem garantir que as 200 crianças das famílias SOS estão seguras e a ter todos os cuidados e apoio de que necessitam, bem como fornecer abrigo temporário e apoio aos colaboradores SOS e às suas famílias, cujas casas foram destruídas pelo terramoto, cerca de 225 pessoas.
Ontem, chegou à Aldeia de Crianças SOS em Santo, o terceiro carregamento de pacotes de alimentos. Cada um destes pacotes pode fornecer até 120 pessoas com comida suficiente para uma semana, kits de higiene e medicamentos.

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![Boletim 2º Trimestre 2010 [PDF / 13.550KB],](/media/6/Image/publicacoes/boletim2T2010.gif)


