| (2-3-2010) - Em cooperação com o Plan International, crianças e jovens das Aldeias de Crianças SOS no Haiti, estão em conjunto, numa iniciativa de âmbito nacional que visa incluir as vozes dos jovens na reconstrução do seu país. Envie o seu donativo para o NIB: 001000000133794000142 |

O sol é um círculo amarelo brilhando com longos raios de luz. A bandeira haitiana é orgulhosamente hasteada no topo de uma casa perfeitamente colorida. Sandra, com doze anos de idade, termina o seu desenho com flores na frente da casa da família e assina o seu nome e idade no topo da folha de papel. Ela e um grupo de outras meninas com idades entre os 12-17 anos estão reunidas na escola da Aldeia de Crianças SOS, em Santo, na periferia da capital do Haiti, Port-au-Prince. O desafio é que o grupo chegue a uma visão para um novo Haiti. O Haiti após o terramoto.
Nas primeiras semanas após o devastador terramoto de 12 de janeiro, as prioridades centraram-se em resgatar os sobreviventes e garantir abrigo, alimentos e tratamento médico para a população afectada. Agora chegou o momento do governo haitiano e seus parceiros internacionais a centrarem-se na reconstrução do país.

Num esforço conjunto com o Plano International, iniciou-se uma consulta com crianças e jovens a fim de assegurar que as vozes dos jovens do Haiti são tidas em conta, enquanto se processa a transição do estado de emergência para o desenvolvimento. Em diferentes regiões do país, as opiniões e idéias para a reconstrução do Haiti serão recolhidas em mais de 50 grupos de foco, seis dos quais consistem em crianças que vivem em famílias e de jovens SOS. O governo haitiano, com o apoio das Nações Unidas, Comissão Europeia, o Banco Mundial e outros actores internacionais, estão em vias de lançar uma avaliação pós-catástrofe (avaliação das necessidades PDNA). A avaliação será resultado de uma visão orientadora para a recuperação do Haiti.
"Metade da população do Haiti está abaixo dos 18 anos de idade e é essencial para o sucesso da estratégia de envolver a juventude, que o desenvolvimento do país passe por uma transformação positiva na vida das crianças do Haiti", explica Jules, assistente social SOS, que passas o seu fim de semana a trabalhar com um grupo de foco.
Com o seu desenho de cores vivas, Sandra mostra uma visão clara do que um novo Haiti deve ser. "Eu quero uma escola para todas as crianças e água na torneira. Também quero dinheiro para comprar comida e trabalho para todas as pessoas", explica ela.
Jeffrey, com nove anos de idade fez um desenho com duas pessoas de mãos dadas. Palavras em crioulo, uma das linguagens faladas no Haiti, expressa a sua esperança: o país pode levantar-se da situação de miséria na sequência do terramoto e ser um país bonito para admirar.
A assistente social Jules, explica que os rapazes falaram sobre os seus medos e dos seus problemas com o sono. Tem havido muita conversa sobre a necessidade de segurança dos edifícios e habitações.
Meninos e meninas trabalham em grupos diferentes e de acordo com a idade. Entre os jovens do sexo masculino com idades entre 12-17 anos, tem havido discussão sobre a necessidade de melhorar as infra-estruturas no Haiti, principalmente estradas e hospitais.
"Quero que todas as crianças tenham uma educação, um lugar para viver e o direito a uma vida saudável. Eu quero ser Agrónomo", diz-nos Mainviel Jeanfritz, de 14 anos de idade, cuja visão do futuro inclui também uma bicicleta para ele e para os seus amigos.


![Boletim 2º Trimestre 2010 [PDF / 13.550KB],](/media/6/Image/publicacoes/boletim2T2010.gif)


